22 de abr de 2011

PSICOMOTRICIDADE: JOGO SIMBÓLICO

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Traços da Subjetividade

 PSICOMOTRICIDADE: JOGO SIMBÓLICO

 Esta proposta tem a finalidade de apresentar a importância do jogo, como instrumento facilitador na aprendizagem. Sendo enfocado em primeiro lugar o plano de constituição de um sujeito desejante, ou seja, a história deste sujeito.
Tendo como ponto de partida a área motora (corpo), da criança, para ser ativado a “falta” do objeto. 
Sugere-se que o educador utilize como recurso a simbolização do deslocamento, ao propiciar a criança a representação mental (cognitiva), no auxilio de "se dar conta". Além de estar ajudando a criança a conhecer o seu próprio corpo e suas habilidades.
Jogo“Cada macaco no seu galho”
Objetivo
Trabalhar o centramento do espaço, onde cada criança deverá ter uma casa, ao controlar o tempo. Propiciar a inclusão e não à exclusão. Promover agilidade,  estratégia, regras, memória, e a percepção, através da palavra-chave. Enfatizar o espaço topológico (dentro/fora) e a reversibilidade (motora/ cognitiva). 
    Dinâmica
    a) Desenhar com giz branco os círculos, de acordo com um número a menos de crianças;
    b)  Escolhe-se o mediador da brincadeira;
    c)    Todos devem se posicionar em seus respectivos lugares;
    d)  Ao comando do mediador, pronunciando a palavra-chave: ”Cada macaco no seu galho”, neste momento, todos devem trocar de lugar, inclusive o mediador;
    e)   A criança que ficou sem casa, passa a ocupar o papel de mediador;
    f)  Recomeça-se novamente à brincadeira, até todos serem o mediador.

    OLHAR PSICOPEDAGÓGICO

    Esta atividade apresenta o processo de reversibilidade (cognitiva e psicomotora), no desenvolvimento da criança, podendo ser realizada a partir dos quatros anos de idade. Piaget caracterizou a sucessão do estágio operatório concreto, da seguinte forma:

    “Caracterizadas por manipulações mentais das representações internas de objetos concretos progressivamente sofisticados; pode descentralizar-se para considerar mais de uma característica de cada vez, agindo assim apenas quanto a objetos concretos”, p. 377.

    Este recurso tem o sentido de causar o “desequilíbrio” na criança, proporcionando-a criar novas acomodações (estratégias) para poder serem assimiladas (soluções) na execução do jogo.

    Segundo Yanez apud Schilder: “Coloca que a imagem corporal é a representação mental do nosso próprio corpo”, p. 33.
    Nesta atividade, a criança vai poder executar com espontaneidade, sem se preocupar com o “olhar do outro”, porque o “corpo não esta em evidência” e o desejo do outro não esta presente e sim, o seu desejo na representação, do que é possível de realizar com o seu corpo, trabalhando o corpo, sem pensar no corpo o tempo todo.

    O corpo como instrumento de aprendizagem é um receptáculo, podendo ser reeducado, através do recurso das expressões, por que a criança fala através do seu corpo em movimento.

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